viajante do espaço.

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Observatório espacial comprova existência de tsunami solar

quarta-feira, 9 de março de 2011

 

Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência.

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Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real.

O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem".

"Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado esta semana no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou.

O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945.

Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas. Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol.

Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.


Foto: No topo, imagem captada pelo satélite de observação solar STEREO mostra a gigantesca onda se propagando pelo disco solar após ejeção de massa coronal ocorrida em fevereiro de 2009. No detalhe, imagem captada pelo observatório Soho mostra uma proeminência que parece dançar no limbo solar (parte superior esquerda). Instantes depois uma ejeção de massa coronal é lançada ao espaço. Crédito: Nasa/Solar and Heliospheric Observatory (SOHO)/STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory).

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com.spacenews.php?posic=dat_20091125-115709.inc

forte terremoto no japão

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 7.2 graus de magnitude ocorrido próximo à costa leste de Honshu, no Japão as 23h45 pelo horário de Brasília (08/03/2011). O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 10 km de profundidade, sob as coordenadas 38.30N e 143.30E. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.

 

 

Considerando a magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu o evento, este tremor tem potencial suficiente para causar pesados danos e vítimas fatais caso tenha ocorrido abaixo de locais populosos.

Um terremoto de 7.2 graus de magnitude libera a mesma energia que 47 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 946425 toneladas de TNT.

Importante: Esta notícia pode sofrer alterações ao longo do dia

Sol registra série de explosões com possível impacto na Terra

 

Uma série de explosões solares de médio porte foi registrada no início desta terça-feira, arremessando ao espaço bilhões de toneladas de gás ionizado. Enquanto parte desse material se dispersou no espaço, outra parte menor segue em direção à Terra e deverá provocar tempestades geomagnéticas nos próximos dias.

 

A animação das imagens captadas pelo telescópio espacial Soho mostra os momentos que ocorreram as explosões, todas associadas às manchas solares 1164, 1165 e 1166, com algumas emissões provenientes da mancha menor 1169.

Devido à presença dessas manchas, são esperadas novas explosões nos próximos dias, com consequente aumento das tempestades geomagnéticas no nosso planeta.

Antes das explosões, um aumento significativo e constante nos níveis de raios-x emitidos pelo Sol no comprimento de onda entre 1 e 8 angstroms já havia sido detectado pelo satélite geoestacionário GOES-13. Esse aumento foi confirmado por distúrbios ionosféricos que chegaram a atingir o nível KP 6 nas últimas horas de segunda-feira.

Explosões Solares
Também chamadas de erupção, flare ou rajada, as explosões solares acontecem quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada por campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Como consequência, ocorreram as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Depois de ejetadas, as partículas levam aproximadamente três dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.

Acompanhe a atividade solar e saiba mais sobre as explosões solares e seus efeitos aqui na Terra.


Animação: Sequência de imagens registradas pelo Observatório Solar e Heliosférico Soho em 8 de março de 2011 mostra uma série de explosões provocada pelas manchas 1164, 1165 e 1166. Crédito: ESA/NASA/Apolo11.com.

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Sol_registra_serie_de_explosoes_com_possivel_impacto_na_Terra&posic=dat_20110308-082827.inc

Dobra espacial ou (Propulsão de Alcubierre)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

 

A Propulsão de Alcubierre (ou Dobra Espacial) é um modelo matemático teórico para uma forma de viagem espacial mais rápida que a luz, utilizada na série de ficção científica Jornada nas Estrelas.

Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre propôs um método de alongamento do espaço em uma onda que, em teoria, poderia fazer com que o tecido do espaço à frente de uma nave espacial se contraia, enquanto que o tecido que está atrás da nave se expanda.[1] A nave se deslocaria surfando esta onda dentro de uma região conhecida como bolha de dobra, onde as características normais do tecido espaço-tempo se manteriam inalteradas. Uma vez que a nave não estaria se movendo dentro desta bolha, mas transportada junto com ela, os efeitos de dilatação do tempo previstos pela Teoria da Relatividade Especial não se aplicariam à nave, mesmo com a altíssima velocidade de deslocamento em relação ao espaço normal em volta da nave. Além disso, esse método de viagem não implica realmente em se deslocar mais rápido que a luz, uma vez que no interior da bolha, a luz continuaria a ser mais rápida que a nave.

Assim, a Propulsão Alcubierre não contradiz a alegação tradicional da relatividade que proíbe que um objeto com massa seja mais rápido que a luz. No entanto, não se conhecem métodos para criar uma bolha de dobra em uma região do espaço, ou de deixar a bolha, uma vez lá dentro, de modo a Propulsão Alcubierre continua a ser um conceito teórico

 

Medida Alcubierre

A Medida Alcubierre define a chamada propulsão de dobra espacial. Esta é um tubo de Lorentzian que, se interpretada no contexto da relatividade geral, apresenta características parecidas com a dobra espacial de Jornada nas Estrelas: uma bolha de dobra aparece no anteriormente plano tecido do espaço-tempo e se move a velocidade superluminal de forma efetiva. Os habitantes da bolha não sentem efeitos inerciais. Os objetos dentro da bolha não viajam (localmente) mais rápida do que a luz, em vez disso, o espaço à sua volta se move para que os objetos cheguem ao seu destino mais rápido do a luz viajaria, caso a viagem se fizesse em espaço normal.

Alcubierre escolheu uma forma específica para a função f, mas outras formas podem exibir de forma mais clara e simples os efeitos da Propulsão de Dobra.

 Matemática por trás da Propulsão Alcubierre

Utilizando o formalismo 3+1 da relatividade geral, o espaço-tempo é descrito por uma foliação de uma hipersuperfície com coordenada de tempo t constante. A forma geral da Medida de Alcubierre é:

ds^2 = -\left(\alpha^2- \beta_i \beta^i\right)\,dt^2+2 \beta_i \,dx^i\, dt+ \gamma_{ij}\,dx^i\,dx^j

onde α é a função que dá o intervalo de tempo adequado entre hipersuperfícies próximas, βi é o vetor que relaciona o deslocamento espacial em diferentes sistemas de coordenadas e hipersuperfícies e γij é uma métrica positiva definida em cada uma das hipersuperfícies. A forma particular do estudo de Alcubierre é definida da seguinte forma:

\alpha=1\,
\beta^x=-v_s(t)f\left(r_s(t)\right),
\beta^y = \beta^z =0 \,\!
\gamma_{ij}=\delta_{ij} \,\!

onde

v_s(t)=\frac{dx_s(t)}{dt},
r_s(t)=\sqrt{(x-x_s(t))^2+y^2+z^2}

e

f(r_s)=\frac{\tanh(\sigma (r_s + R))-\tanh(\sigma (r_s - R))}{2 \tanh(\sigma R)}

com R > 0 e σ > 0 são parametros arbritários. Dessa forma, o formato específico da medida de Alcubierre pode ser escrita da seguinte forma:

ds^2 =  \left(v_s(t)^2 f(r_s(t))^2 -1\right)\,dt^2 - 2v_s(t)f(r_s(t))\,dx\,dt +dx^2 + dy^2 + dz^2

Com esta forma particular da medida, é possível provar que a densidade energética medida por observadores cuja velocidade é a normal à das hipersuperfícies é dada por

-\frac{c^4}{8 \pi G} \frac{v_s^2 (x^2+y^2)}{4 g^2 r_s ^2} \left(\frac{df}{dr_s}\right)^2

onde g é o determinante para a medida tensor. Assim, como a densidade de energia necessária é negativa, é necessário um tipo de matéria exótica para que a viagem mais rápida que a luz possa ser alcançada. A existência de matéria exótica não é teoricamente excluída, o efeito Casimir e a aceleração do Universo são indícios que apoiam a existência de tal tipo de matéria.

De qualquer forma, tudo indica que a geração e a sustentação da quantidade necessária de matéria exótica para esse tipo de viagem mais rápido que a luz é impraticável.

Alguns tem argumentado que, no contexto da relatividade geral, seria impossível construir um motor de dobra espacial sem que seja utilizada alguma matéria exótica.Geralmente acredita-se que uma teoria quântica da gravidade poderá resolver esse problema.

 Física da Propulsão Alcubierre

Para aqueles familiarizados com os efeitos da relatividade especial, tal como a dilatação do tempo, a métrica Alcubierre aparentemente tem alguns aspectos peculiares. Em particular, Alcubierre demonstrou que, mesmo quando a nave espacial está acelerando, ela viaja em queda livre. Em outras palavras, uma nave usando a dobra para acelerar e desacelerar estará sempre em queda livre, e a tripulação não teria nenhuma sensação de aceleração. Enormes forças gravitacionais estarão presentes junto à fronteira da bolha de dobra, devido à grande curvatura do espaço lá, mas de acordo com a especificação da medida, estas seriam muito pequenas dentro do volume ocupado pela nave.

A forma original da teoria de dobra, e as variações mais simples dela, foram escritas com o formalismo de Arnowitt, Deser e Misner, que é frequentemente utilizado em discutir a forma inicial da relatividade geral. Isto pode explicar o equívoco generalizado de que este espaço-tempo é uma solução da equação de campo relatividade geral. Métricas escritas dentro do formalismo ADM são adaptadas a uma determinada família de observadores inerciais, mas os observadores não são fisicamente distinguíveis das outras famílias. Alcubierre interpretou esta "bolha de dobra" em termos de contração do espaço à frente da bolha e expansão atrás. Mas essa interpretação pode ser ilusória, uma vez que a contração e expansão atualmente se referem ao movimento relativo próximo de observadores do tipo da família ADM.

Na relatividade geral, primeiramente se especifica uma distribuição de matéria e energia de forma plausível, e em seguida se verifica a geometria do espaço-tempo associado. Mas também é possível solucionar as equaçõs de campo de Einstein na outra direção: primeiro especificando uma medida e, em seguida, encontrando um tensor associado a ela. Foi isso que Alcubierre fez. Esta forma significa que a solução pode violar diversas condições de energia e requerer matéria exótica. A necessidade de matéria exótica leva à questão de se é realmente possível encontrar uma forma de ditribuir a matéria em um espaço-tempo inicial onde não exista uma "bolha de dobra", de forma a criar essa bolha posteriormente. Mas ainda existe outro problema, de acordo com Serguei Krasnikov,[pode ser impossível criar a bolha sem que se force a matéria exótica a se mover mais rápido que a luz, o que implicaria na existência de táquions. Alguns métodos têm sido sugeridos para evitar o problema da movimento taquiônico, mas provavelmente iriam gerar uma singularidade nua na frente da bolha

 Dificuldades

 Construindo o caminho

Krasnikov propôs que, se a matéria taquiônica não puder ser encontrada ou usada, então uma solução poderia ser a disponibilizar grandes massas ao longo do trajeto da nave a ser posta em movimento de forma que o campo requerido seja produzido. Mas neste caso, a nave com propulsão Alcubierre não seria capaz de se deslocar à vontade pela galáxia. Ele só seria capaz de percorrer caminhos que, como uma estrada de ferro, teriam sido construídos com as infra-estruturas necessárias.

O piloto dentro da bolha é desconectado de suas paredes e não pode realizar qualquer ação fora da bolha. No entanto, seria necessário colocar os dispositivos ao longo da rota com antecedência e, uma vez que o piloto não pode fazer isso ao mesmo tempo em que viaja, as bolhas não podem ser utilizados para a primeira viagem a uma estrela distante. Em outras palavras, para viajar para a estrela Vega (que dista 26 anos-luz da Terra) primeiramente tem-se de organizar tudo para que se possa utilizar uma bolha que se desloque com velocidade superluminal. A primeira viagem levaria mais de 26 anos.

É preciso um para construir uma

Coule tem argumentado que esquemas como o proposto por Alcubierre não são viáveis, pois a metéria a ser colocada na estrada tem de ser previamente colocados à velocidade superluminal. Assim, de acordo com Coule, uma propulsão Alcubierre é necessária a fim de construir uma propulsão Alcubierre. Uma vez que já é provado que não existe nenhum, então a propulsão é impossível de construir, mesmo que a medida seja fisicamente significativa. Coule argumenta que uma objeção análoga será aplicável a qualquer proposta de método de construção de uma unidade Alcubierre.[

Universo pode acabar em 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Universo pode acabar em 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos

O Universo poderá desaparecer em cerca de 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos americanos e japoneses que questionam a teoria sobre a expansão permanente espaço-tempo.

"É improvável que o Universo acabe durante nossa vida, mas há 50% de possibilidade de que o tempo tenha um final em cerca de 3,7 bilhões de anos", assinalaram os cientistas.

Na opinião deste grupo de cientistas, certos métodos e hipóteses utilizados há muito tempo pelos astrofísicos, e seu recurso a um limite arbitrário para o tempo com o qual calculam as probabilidades de um universo de expansão infinita, levam de fato à conclusão de que o tempo terá um fim.

"Em outras palavras, este limite de tempo, considerado unicamente como ferramenta de cálculo estatístico, se comporta de fato como um evento físico real", explica Raphael Bousso, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), um dos autores do estudo, publicado no site arXiv.org.

"Se esta conclusão não é correta, significa que uma das hipóteses do modelo matemático é errada, o que seria extremamente interessante para os astrofísicos, que durante tanto tempo a consideraram muito razoável."

"É muito importante compreender que não afirmamos nossa certeza sobre esta conclusão de que o tempo terá um fim, mas não podemos excluir a possibilidade de que isto ocorra", destacou Bousso.

Segundo a teoria amplamente aceita, o Universo nasceu do Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos, e se expande a uma velocidade que se acelera exponencialmente e até o infinito.
 

Descoberto misterioso ponto quente em exoplaneta

NOTÍCIAS - 20 de outubro de 2010 - 08:08

 

Descoberto misterioso ponto quente em exoplaneta

O gigante gasoso upsilon Andromedae b mantém uma face perpetuamente voltada para sua estrela, upsilon Andromedae, a 44 anos-luz da Terra. A despeito disso, no entanto, o ponto mais quente de sua atmosfera não está diretamente sob a face da estrela, mas a 80º de latitude de lá, de acordo com observações realizadas pelo Telescópio Espacial Spitzer. 
 

 

Ponto mais quente do planeta fica a 80 graus da área iluminada pela estrela. Ilustração: Nasa

"Não esperávamos encontrar um ponto quente tão longe", disse, por meio de nota, Ian Crossfield, principal autor de um artigo sobre a descoberta, que será publicado pelo Astrophysical Journal. "Está claro que entendemos ainda menos a respeito da energética da atmosfera de Jupíteres quentes do que pensávamos".

No estudo, os astrônomos descrevem observações de upsilon Andromedae b feitas ao longo de cinco dias, em fevereiro de 2009. O planeta completa uma órbita a cada 4,6 dias.

O telescópio mediu a luz combinada de estrela e planeta, durante a órbita. O Spitzer não é capaz de ver o planeta diretamente, mas pode detectar variações no total de luz infravermelha do sistema, que aumenta quando o lado quente do planeta entra na linha de visão da Terra. A parte mais quente é a que emite mais infravermelho.

Seria de se esperar que o sistema parecesse mais brilhante quando o planeta está atrás da estrela, e toda a energia do astro chega à Terra sem ser bloqueada , e menos brilhante quando o planeta se põe no caminho. Mas o sistema se mostrou mais brilhante quando o planeta aparecia na lateral da estrela. Isso significa que a parte mais quente do planeta não está virada diretamente para a estrela.

Os pesquisadores comparam o efeito a uma praia que seja mais quente ao pôr-do-sol que ao meio-dia.

Algumas explicações possíveis seriam ventos supersônicos causando ondas de choque que aquecem o material, ou interações magnéticas entre estrela e planeta, mas mais planetas terão de ser examinados antes que as especulações possam ter alguma precisão.

 

Fonte: Estadão

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Watch live video from banda medo da noite on Justin.tv

tudo sobre mecanica quantica

terça-feira, 17 de novembro de 2009

teoria quantica

 

http://www.youtube.com/watch?v=Sd0CsdL8Rvo

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BAIXA ATIVIDADE SOLAR NOS ÚLTIMOS 18 MESES

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

 

 

A baixa atividade solar nos últimos 18 meses, que pode levar a uma diminuição da temperatura média mundial em 2009, começa a despertar dúvidas se as previsões de mudanças climáticas estão corretas
O astrônomo David Whitehouse, autor do livro The Sun: A biography, publicou um artigo no jornal britânico The Independent nessa semana sobre um tema que vem cada vez mais preocupando climatologistas ao redor do mundo: a baixa atividade solar e sua relação com as mudanças climáticas.

A idéia de um sol mais ‘calmo’ e as suas conseqüências para o clima já vem sendo utilizada como argumento por céticos e críticos do aquecimento global que questionam até que ponto as previsões de mudanças climáticas se concretizarão. Ainda, destacam alguns deles, se a Terra esfriar mesmo com o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, qual seria a verdadeira influência do efeito estufa no clima?

O sol é formado em sua grande parte por hidrogênio na forma de plasma, que, de tempos em tempos, devido ao movimento de rotação e ao efeito de seu próprio magnetismo, liberam grande quantidade de energia, inclusive com a expulsão de matéria da fotosfera (a camada visível do Sol). Esse fenômeno recebe o nome de mancha solar (sunspot). Quanto maior a freqüência dessas manchas, mais alta é a atividade solar, e mais energia a Terra recebe do astro.

Em 2008 foram registrados 266 dias, ou 73% do ano, sem a localização de manchas solares. Até o dia 31 de março de 2009, foram 70 dias sem elas ou 87% do ano. Para se ter uma idéia, a menor incidência de manchas foi 1913, com 311 dias sem o registro de atividades desse tipo.

“Este é o sol mais ‘quieto’ que qualquer pesquisador vivo já presenciou”, afirmou o cientista solar da Nasa, David Hathaway. “Desde o começo da era espacial tivemos geralmente o sol em alta atividade, sendo que cinco dos dez mais intensos ciclos solares que se tem notícia aconteceram nos últimos 50 anos”.

Incertezas

O astrofísico de Havard, Willie Soon, explica que o sol obedece a ciclos de geralmente 11 anos. Por volta do ano 2000, teria ocorrido um período de máxima atividade solar e, agora, estaríamos diante de um ciclo de baixa. “Mas ninguém sabe quanto tempo um ciclo pode durar ao certo. Podemos ter um período longo sem manchas solares e que denunciam uma pequena movimentação solar. Isso já aconteceu no passado, entre os anos de 1645 e 1715, no que ficou conhecida como pequena Era do Gelo”.

De acordo com a Nasa, a tecnologia moderna ainda não pode prever o que virá a seguir. Modelos científicos de uma dúzia de físicos solares estão em conflito sem conseguir chegar a um consenso sobre quando o período de baixa atividade irá acabar e quando começará um novo ciclo.

O cientista de projetos do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, Dean Pesnell, afirma que não há como fazer projeções exatas, porque ninguém entende completamente a física dos ciclos solares.

“É a primeira vez na história que realmente estudamos uma baixa atividade solar. Eu mesmo acredito que veremos uma reação no fim do ano, possivelmente atingindo um novo ponto máximo de atividade em 2012 ou 2013. Mas sei que posso estar enganado”, afirma Pesnell.

As conseqüências da pequena atividade solar ainda não são plenamente entendidas e podem vir a afetar de maneira inesperada as projeções das mudanças climáticas.

Para Soon, 2009 será um ano de temperaturas médias abaixo do comum, assim como já foi 2008. E que diante disso, as teorias do aquecimento global, ou pelo menos suas previsões, poderiam ser revistas.

“Se a atividade solar persistir baixa por muito tempo e o planeta esfriar mesmo com os níveis de CO2 subindo, a sociedade precisará rever os conceitos. Na minha opinião, este é um período que nos dirá muito e será extremamente útil para a ciência e para a sociedade”, concluiu Soon.
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FONTE : Fabiano Ávila, da Carbono Brasil

Atividade solar influencia circulação atmosférica, diz estudo

É como uma janela invisível aberta para o Sol. A chamada região da Anomalia Magnética do Hemisfério Sul (AMHS) abrange o continente sul-americano e parte dos oceanos Atlântico e Pacífico. É exatamente por causa dessa ligação direta entre a atmosfera terrestre e o cosmos que estão sendo detectados nessa região processos que podem estar influenciado diretamente o clima no Brasil.

“Vários parâmetros mostram claramente uma redução na quantidade total de nuvens no Pacífico tropical”, disse o pesquisador Luis Eduardo Vieira. Ele, ao lado de Ligia da Silva, do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, acaba de publicar um artigo sobre o assunto na Geophysical Research Letters.

Os pesquisadores defendem a tese de que a dinâmica da circulação atmosférica na região da AMHS é fortemente influenciada pelos processos magnéticos e ionosféricos resultantes do acoplamento energético existente entre as atmosferas da Terra e do Sol. “Os resultados indicam, por exemplo, que os fenômenos El Niño e La Niña resultam exatamente dessa interação”, afirma Vieira, que desenvolveu o trabalho durante seu pós-doutorado no Inpe, encerrado em abril. Entre maio e julho, ele trabalhou no Max Planck Institute for Solar System Research, como pesquisador visitante.

Como uma diminuição na intensidade do campo magnético terrestre ocorre bem no centro da região da anomalia, o fluxo de raios cósmicos é maior. “O aspecto mais importante detectado agora é justamente o aumento da correlação entre o fluxo de radiação de ondas longas e o fluxo de raios cósmicos na região interna da anomalia”, disse o pesquisador do Inpe. Isso ajuda a explicar também a redução da temperatura na superfície do mar na mesma área.

As fortes atividades convectivas, que geram turbulências térmicas na atmosfera, estão situadas bem nas bordas da anomalia. Essas atividades, responsáveis, por exemplo, pela quantidade de chuvas em uma área territorial extensa, estão sendo afetadas também pelo aumento de fluxo cósmico desvendado agora.

Segundo Vieira, essa correlação com os raios que chegam do espaço não está sendo necessariamente influenciada de forma direta pelo aumento do fluxo. “Nessa região ocorre constantemente precipitação de partículas energéticas aprisionadas nos cinturões de radiação, que também são fortemente moduladas pela atividade solar”, explicou.

Dentro desse grande e complicado quebra-cabeça atmosférico a irradiação solar entra como peça-chave. “É difícil entender o que exatamente está ocorrendo na região, mas os resultados são interessantes e mostram como a quantidade de radiação é importante”, disse Vieira. A partir de gráficos gerados nos laboratórios do Inpe, fica claro perceber a variação sazonal que ocorre, por causa da irradiação, na chamada Zona de Convergência do Pacífico Sul.

“Essa zona se estende para o sul, seguindo as linhas do campo geomagnético, do inverno para o verão. A velocidade vertical do vento também mostra as alterações ao longo dos meses e a importância da radiação solar nesses processos”, disse o pesquisador.

Interferência no clima - Além de poder caminhar para pesquisas que, do ponto de vista prático, poderão ajudar na previsão climatológica para o Brasil, os resultados do trabalho feito no Inpe apontam para uma segunda direção em que, mais uma vez, o ozônio entra no jogo.

“Um dos mecanismos que precisam ser investigados é o da redução do ozônio na baixa mesosfera e na alta estratosfera, devido à interação das partículas altamente energéticas com os constituintes atmosféricos. A redução na abundância do ozônio, mesmo pequena, pode alterar os padrões climáticos”, aponta Vieira.

Segundo o cientista, alterações na quantidade do ozônio devido a variações nas emissões de raios ultravioletas, caso sejam confirmadas, podem se tornar uma prova concreta do acoplamento da atividade solar e do clima da terra.

Simulações iniciais, feita no Inpe, mostraram que as ondas geradas também pela modulação geomagnética, na borda da zona da anomalia magnética, propagam-se com a mesma orientação das frentes frias. E ambas vão interferir intensamente sobre o clima sul-americano.

“Outra região onde ocorre uma forte interferência do mesmo tipo de ondas é o Caribe, área com alta intensidade de furacões”, disse Vieira. (Agência Fapesp/ Estadão Online)

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