viajante do espaço.

Esse blog, é para quem quer saber um pouco mais sobre o lugar onde nós vivemos…..

BAIXA ATIVIDADE SOLAR NOS ÚLTIMOS 18 MESES

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

 

 

A baixa atividade solar nos últimos 18 meses, que pode levar a uma diminuição da temperatura média mundial em 2009, começa a despertar dúvidas se as previsões de mudanças climáticas estão corretas
O astrônomo David Whitehouse, autor do livro The Sun: A biography, publicou um artigo no jornal britânico The Independent nessa semana sobre um tema que vem cada vez mais preocupando climatologistas ao redor do mundo: a baixa atividade solar e sua relação com as mudanças climáticas.

A idéia de um sol mais ‘calmo’ e as suas conseqüências para o clima já vem sendo utilizada como argumento por céticos e críticos do aquecimento global que questionam até que ponto as previsões de mudanças climáticas se concretizarão. Ainda, destacam alguns deles, se a Terra esfriar mesmo com o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, qual seria a verdadeira influência do efeito estufa no clima?

O sol é formado em sua grande parte por hidrogênio na forma de plasma, que, de tempos em tempos, devido ao movimento de rotação e ao efeito de seu próprio magnetismo, liberam grande quantidade de energia, inclusive com a expulsão de matéria da fotosfera (a camada visível do Sol). Esse fenômeno recebe o nome de mancha solar (sunspot). Quanto maior a freqüência dessas manchas, mais alta é a atividade solar, e mais energia a Terra recebe do astro.

Em 2008 foram registrados 266 dias, ou 73% do ano, sem a localização de manchas solares. Até o dia 31 de março de 2009, foram 70 dias sem elas ou 87% do ano. Para se ter uma idéia, a menor incidência de manchas foi 1913, com 311 dias sem o registro de atividades desse tipo.

“Este é o sol mais ‘quieto’ que qualquer pesquisador vivo já presenciou”, afirmou o cientista solar da Nasa, David Hathaway. “Desde o começo da era espacial tivemos geralmente o sol em alta atividade, sendo que cinco dos dez mais intensos ciclos solares que se tem notícia aconteceram nos últimos 50 anos”.

Incertezas

O astrofísico de Havard, Willie Soon, explica que o sol obedece a ciclos de geralmente 11 anos. Por volta do ano 2000, teria ocorrido um período de máxima atividade solar e, agora, estaríamos diante de um ciclo de baixa. “Mas ninguém sabe quanto tempo um ciclo pode durar ao certo. Podemos ter um período longo sem manchas solares e que denunciam uma pequena movimentação solar. Isso já aconteceu no passado, entre os anos de 1645 e 1715, no que ficou conhecida como pequena Era do Gelo”.

De acordo com a Nasa, a tecnologia moderna ainda não pode prever o que virá a seguir. Modelos científicos de uma dúzia de físicos solares estão em conflito sem conseguir chegar a um consenso sobre quando o período de baixa atividade irá acabar e quando começará um novo ciclo.

O cientista de projetos do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, Dean Pesnell, afirma que não há como fazer projeções exatas, porque ninguém entende completamente a física dos ciclos solares.

“É a primeira vez na história que realmente estudamos uma baixa atividade solar. Eu mesmo acredito que veremos uma reação no fim do ano, possivelmente atingindo um novo ponto máximo de atividade em 2012 ou 2013. Mas sei que posso estar enganado”, afirma Pesnell.

As conseqüências da pequena atividade solar ainda não são plenamente entendidas e podem vir a afetar de maneira inesperada as projeções das mudanças climáticas.

Para Soon, 2009 será um ano de temperaturas médias abaixo do comum, assim como já foi 2008. E que diante disso, as teorias do aquecimento global, ou pelo menos suas previsões, poderiam ser revistas.

“Se a atividade solar persistir baixa por muito tempo e o planeta esfriar mesmo com os níveis de CO2 subindo, a sociedade precisará rever os conceitos. Na minha opinião, este é um período que nos dirá muito e será extremamente útil para a ciência e para a sociedade”, concluiu Soon.
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FONTE : Fabiano Ávila, da Carbono Brasil

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o futuro de nossa galaxia

terça-feira, 2 de junho de 2009

 

geminisur2ll0Para quem ainda não sabe, a nossa galáxia (Via-Láctea) e a galáxia de Andrómeda (M31) estão num processo de atracção gravitacional e iram colidir. A sua velocidade de aproximação relativa é cerca de 480.000 km/h, mesmo assim e pelo facto que ainda estarem bastante afastadas (2 900 000 anos-luz – 0,889 megaparsecs) o choque só ocorrerá daqui a 5 mil milhões de anos.
A Andrómeda é a maior galáxia do nosso grupo local de galáxias, ao qual pertence a Via-Láctea, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho.
O nosso grupo local, abrange mais de 35 galáxias, com o centro gravitacional localizado entre a Via-Láctea e a Galáxia de Andrómeda. As galáxias do grupo local estenden-se sobre cerca de 10 milhões de anos-luz de diâmetro e tem uma aparência binária.
A massa total do grupo estima-se em (1,29 ± 0,14) × 1012 de massas solares. O próprio grupo é um dos muitos grupos do Superaglomerado de Virgem. Os dois membros mais massivos do grupo são a Via-Láctea e a Galáxia de Andrómeda. Estas são duas galáxias espirais barradas e cada uma tem um sistema de galáxias satélites.
Num futuro distante a nossa galáxia vai chocar com Andrómeda e transformar-se numa grande galáxia com uma forma distorcida…

mas não haverá humanos para assistir…
Deixo abaixo um vídeo/documentário que nos ilustra o processo de colisão destas duas gigantes galáxias e como seria visto da Terra.

 

 

 

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Porque é que a Lua parece maior quando está junto ao horizonte?

Estique o seu braço, coloque seu polegar diante de seus olhos e me responda à seguinte pergunta:
Quantos polegares seriam necessários para se conseguir tampar completamente uma magnífica Lua cheia próxima ao horizonte? Um? Dois? Um punho cerrado seria suficiente?
Agora tente imaginar a Lua cheia em um ponto mais elevado no céu e distante do horizonte. Quantos polegares seriam necessários?
Lua no horizonte

 

A resposta é fácil de se obter. Na próxima noite de Lua cheia faça a experiência e ficará surpreso com o resultado. O diâmetro angular da Lua é de apenas meio grau independente da sua posição no céu. O seu polegar visto de um braço de distância é capaz de ocultar duas Luas cheias alinhadas! Se o diâmetro angular da Lua é difícil de imaginar, é porque o nosso satélite está tão distante que nos faltam pontos de referência. Os seres humanos conseguem estimar com grande precisão o tamanho de objetos a diferentes distâncias. Se virmos um garoto a um metro de distância e um homem a vinte, percebemos perfeitamente que este é mais alto do que a criança, apesar de o garoto ocupar uma maior área do nosso campo de visão. Nosso cérebro compensa as dimensões aparentes pela distância a que calculamos estarem os objetos.

É o que se passa com a Lua e com o Sol. Estes astros estão tão longe que os nossos olhos e o nosso cérebro não conseguem fornecer-nos uma boa estimativa da sua distância. Para nós, a Lua e o Sol estão no infinito. E como se mede o infinito? Algumas vezes a Lua e o Sol aparecem-nos maiores. É o que se passa quando estão junto ao horizonte, nomeadamente quando vemos o Sol pôr-se sobre o mar ou vemos a Lua Cheia nascer muito baixo, mesmo junto ao horizonte leste.
A Lua aparece fortemente iluminada quando começa a escurecer, aparecendo redonda e amarelada entre os montes, as casas e as árvores. Nessa altura, todos apostam que a Lua está maior. Será que há algum fenômeno de refração atmosférica que a torna tão grande?
Quem nunca mediu uma Lua nascente tem dificuldade em se convencer que a Lua não mudou de tamanho.
No segundo século depois de Cristo, o astrônomo alexandrino Ptolomeu avançou uma explicação para este paradoxo. Segundo a sua teoria, um astro visto através de um «espaço cheio», como o é o horizonte, parecerá mais distante do que um astro visto no espaço vazio, isto é, alto no céu. Esta explicação ficou conhecida como a teoria da «distância aparente», pois seriam os objetos junto ao horizonte que forneceriam ao cérebro a informação de que a Lua se encontra muito distante de nós, mais do que qualquer objeto sobre a Terra. Pelo contrário, quando a Lua se apresenta alto no céu, o observador não conseguiria estimar a sua distância e julgaria que esta se encontra mais perto do que o que na realidade está. Como o diâmetro angular do astro não muda, quando este está junto ao horizonte parece estar mais longe e o observador estima então um tamanho maior.
Em oposição a esta teoria, alguns pensadores avançaram uma outra explicação, conhecida como a do «tamanho aparente»: os olhos e o cérebro estimariam a dimensão do objeto pela maneira como os olhos o focam e seria essa dimensão estimada que daria pistas para a percepção da sua distância. Quando a Lua está junto ao horizonte, os olhos focá-la-iam de maneira diferente, dando a ilusão de que esta é maior e se encontra portanto mais perto.
James Kaufman, que é investigador da IBM, imaginou uma experiência em computador que permite medir a distância que um observador estima para um objeto. Uma versão simplificada da sua experiência pode ser reproduzida através da Internet, no endereço http://nautilus.fis.uc.pt/.
Nessa experiência, o observador é convidado a focar os olhos em imagens da Lua, até criar uma visão estereográfica, isto é, em relevo, dessas imagens. O computador muda então a posição relativa do desenho da Lua, obrigando os olhos a focarem a imagem «mais perto» e «mais longe».
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Propagação da luz

O princípio da propagação retilínea da luz

Nos meios ordinários (transparentes, homogêneos e isotrópicos) a luz sempre se propaga em linha reta. Esse princípio tem como conseqüência imediata a formação de sombras e penumbras.

 

A luz proveniente de fontes extensas ao encontrar um obstáculo projeta uma região que não recebe luz da fonte denominada sombra ou umbra e uma região parcialmente iluminada denominada penumbra. Na foto ao lado podemos distinguir facilmente a sombra na região central da penumbra nas bordas.

Outras conseqüências da proapgação retilínea da luz:

Eclipse solar

Aquelas regiões do planeta que estiverem dentro do cone de sombra da lua viverão um eclipse total do sol. Dá pra ver as estrelas e a iluminação pública acende. Dura em torno de 10 minutos (parece pouco tempo, mas lembre-se que um orgasmo dura apenas alguns segundos) mas é um espetáculo inesquecível. Veja abaixo algumas imagens de eclipses totais:

Outras regiões estarão no cone de penumbra da lua e verão um eclipse parcial do sol. A lua ocultará apenas uma parte do sol e o céu não ficará totalmente escuro. Como o cone de penumbra é muito maior que o cone de sombra, eclipses solares parciais são mais comuns. Veja abaixo algumas imagens de eclipses solares parciais:

Alunos me perguntam com freqüência por que os eclipses não ocorrem todos os meses, já que a lua orbita a terra e leva aproximadamente 28 dias para completar uma translação ao redor da terra.
A resposta é simples: o plano da órbita da lua ao redor da terra é inclinado em relação ao plano da órbita da terra ao redor do sol, havendo portanto, épocas favoráveis aos eclipses e épocas não favoráveis. O esquema abaixo fala por si só:

 

 

Eclipse lunar

O eclipse lunar ocorre quando a Lua entra no cone de sombra da Terra. Ocorre com maior freqüência que os eclipses solares.

 

Cálculos de alturas através de semelhança de triângulo

Como a luz se propaga em linha reta, o triângulo formado pela altura do prédio e sua sombra é semelhante ao triângulo formado pela altura da pessoa e sua respectiva sombra. Uma regra de três simples resolve qualquer problema. O mesmo vale objetos e imagens em uma câmara escura de orifício.

 

 

 

Princípio da independência dos raios luminosos

Cada raio de luz se propaga como se fosse o único, não sendo bloqueado nem desviado pela existência de outros raios. Isso permite que fibras ópticas possam transportar muitos dados ao mesmo tempo sem que se “misturem”.

 

 

Princípio da reversibilidade dos raios luminosos

O trajeto da luz entre dois pontos é sempre o mesmo independente do sentido de propagação da luz. Com outras palavras: “o caminho da ida é igual ao da volta.” Se alguém te observa ao espelho, se você olhar para o mesmo espelho verá esse alguém.

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GALÁXIA DE MATÉRIA NEGRA

DESCOBERTA A PRIMEIRA GALÁXIA DE MATÉRIA NEGRA

Os astrónomos acreditam que uma quantidade significativa do Universo é
constituída por uma misteriosa matéria negra.  Invisível aos “olhos” de
qualquerinstrumento, pode ser detectada pelo efeito que a sua gravidade tem na
matéria visível.  A matéria negra é normalmente encontrada num enorme halo em
torno de galáxias.

Pela primeira vez uma equipa internacional de astrónomos classificou uma
galáxia como galáxia negra, formada quase na sua totalidade por matéria
invisível aos nossos instrumentos.  Uma galáxia negra é uma área no Universo
que contém uma grande quantidade de massa em rotação, tal como uma galáxia,
com a excepção de que não contém estrelas.  Sem a presença destas, a galáxia
apenas pôde ser detectada com o auxílio de radiotelescópios pelo efeito que
produz na distribuição do hidrogénio circundante.  Tendo sido detectado pela
primeira vez pelo telescópio Lovell da Universidade de Manchester, a
observação deste objecto foi confirmada pelo telescópio de Arecibo.  O
material desconhecido, que se pensa manter este tipo de galáxias coesas, é
designado por “matéria negra”, mas os cientistas sabem muito pouco acerca da
sua natureza.

Para ver uma imagem da região do espaço onde a galáxia de matéria negra se
encontra, consulte:

A equipa de astrónomos do Reino Unido, França, Itália e Austrália tem vindo a
procurar galáxias negras usando as ondas de rádio e não a luz visível.  Têm
vindo a estudar a distribuição dos átomos de hidrogénio no Universo.  O gás de
hidrogénio não emite luz visível mas emite radiação que pode ser detectada nos
comprimentos de onda correspondentes (rádio-frequência).  No enxame de
galáxias da Virgem, à distância de aproximadamente 50 milhões de anos-luz, a
equipa encontrou uma massa de átomos de hidrogénio com 100 milhões de vezes a
massa do Sol.  Contudo, através da sua velocidade de rotação, chegou-se à
conclusão que a galáxia misteriosa, denominada VIRGOHI21, tem afinal uma massa
mil vezes superior à massa de átomos de hidrogénio.  Isto significa que a
galáxia contém algo mais (que não os átomos de hidrogénio): a matéria escura.
Com tamanha massa, se fosse uma galáxia comum, deveria ser muito brilhante e
seria visível com o auxílio de um bom telescópio amador.

Objectos similares, previamente descobertos, revelaram conter estrelas quando
estudados com telescópios ópticos poderosos.  Outros revelaram ser os
vestígios da colisão entre duas galáxias.  No entanto, quando os cientistas
estudaram a área em questão usando o telescópio Isaac Newton, não encontraram
vestígios de qualquer estrela nem nenhuma galáxia próxima que sugerisse uma
colisão.  Os astrónomos observaram pela primeira vez este objecto escuro no
ano 2000, tendo demorado quase 5 anos a excluir todas as outras explicações
possíveis. Aparentemente, a VIRGOHI21 é a primeira galáxia negra a ser
detectada.

Há muitos anos que os astrónomos têm vindo a medir a forma como as estrelas e
galáxias se movem.  Estas medições indicam que deve existir muito mais matéria
no Universo que aquela que detectamos.  Esta matéria negra
ainda guarda muitos mistérios para os astrónomos - será que se encontra bem
misturada entre as estrelas, ou separada destas?  Outro puzzle é o de que as
ideias correntes acerca da formação de galáxias prevêm que deveria haver muito
mais galáxias no Universo do que aquelas que detectamos.  Logo, estas duas
ideias, matéria negra e a falta de galáxias, levaram os astrónomos a prever
que deverão existir galáxias negras escondidas no Universo.

Descobrir uma galáxia de matéria negra é um avanço importante pois, de acordo
com os modelos cosmológicos, a matéria negra é cinco vezes mais abundante que
a matéria comum que constitui tudo aquilo que podemos ver e tocar.

A presença de matéria negra no Universo pode ser inferida através da
observação da rotação das galáxias e medindo o quão depressa se movem as suas
componentes visíveis.  A quantidade de matéria existente numa galáxia
determina a força gravitacional necessária para a manter coesa.  Os astrónomos
já observaram galáxias onde o material se move tão depressa que deveria
dispersar-se pelo espaço.  Como tal não acontece, tem de haver uma força
gravitacional a actuar mais forte que aquela que se pode contar apenas com a
presença da matéria detectável.  Isto levou os astrónomos a acreditar que
existe mais matéria que a observada - a massa desta matéria negra pode ser
calculada através da força gravitacional que tem de actuar para manter a
galáxia coesa.

As observações de VIRGOHI21 são consistentes com o facto de o hidrogénio estar
contido num disco achatado de material em rotação - o que é observado nas
galáxias espirais comuns.

O Universo possui muitos tipos de segredos ainda por revelar!

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Matéria Escura

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Archive for category Matéria Escura

Hubble confirma a atuação da Matéria Escura no Universo Primordial

C Conselice, A Bluck e equipe GOODS NICMOS

Imagem da câmera NICMOS do Hubble capturou o campo norte da pesquisa GOODS com imagens das galáxias distantes do Universo primordial. Crédito: C Conselice, A Bluck e equipe GOODS NICMOS

Uma nova pesquisa revelou como as galáxias mais massivas se formaram no Universo primordial e as descobertas confirmam a teoria que suporta a atuação da Matéria Escura Fria na evolução das galáxias. Um time de cientistas de 6 países usou câmera de captura da radiação infravermelha NICMOS do telescópio espacial Hubble para realizar a mais profunda pesquisa já realizada nas faixas infravermelhas do espectro.

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Estudo independente confirma: o destino do Universo é controlado pela Energia Escura

A Energia Escura atua inibindo o crescimento das galáxias

Há 10 anos o estudo das supernovas tipo Ia distantes originou a descoberta da energia escura que é considerada a responsável pela expansão acelerada do Universo. Agora, os cientistas confirmam a existência dessa misteriosa e repulsiva força, usando uma linha independente de experimentos e medições. As novas descobertas fornecem novas e consistentes provas para a teoria geral da relatividade estabelecida por Einstein e suportam a idéia que a energia escura é uma propriedade intrínseca e imutável do vácuo cósmico. Pela primeira vez, os astrônomos observaram claramente os efeitos da energia escura nos objetos colapsados mais massivos do Universo (os aglomerados galácticos), usando o Observatório Chandra de raios-X da NASA. Rastreando como a energia tem impulsionado o crescimento dos aglomerados galácticos e combinando isto com os estudos anteriores, os cientistas conseguiram as melhores evidências até o momento do que é a energia escura e qual é o real destino do Universo.

 

MPE/V.Springel

A imagem composta à esquerda é a do aglomerado estelar Abell 85, localizado cerca de 740 milhões de anos-luz da Terra. A emissão na cor violeta é originada pelo gás aquecido a milhões de graus de temperatura que foi detectado pelo observatório de raios-X Chandra da NASA. As demais cores mostram as galáxias em uma imagem ótica do SDSS – Sloan Digital Sky Survey. A ilustração à direita mostra flagrantes da simulação feita por Volker Springel representando o crescimento da estrutura cósmica quando o Universo tinha, respectivamente, 0,9, 3,2 e 13,7 bilhões de anos de idade. Essa imagem nos mostra como o Universo evoluiu de uma arquitetura suave para um estado contendo uma vasta quantidade de estruturas. O crescimento das estruturas era inicialmente modelado predominantemente pela força atrativa da gravidade. Esta situação mudou há 5,5 bilhões de anos quando a interferência da força repulsiva gerada pela energia escura passou a dominar o cenário universal. Crédito: NASA/CXC/SAO/A.Vikhlinin et al.; Optical - SDSS; Illustração: MPE/V.Springel

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Steven R. Majewski fala da influência das galáxias satélites anãs na formação da Via-Láctea

“Um grande número de galáxias satélites podem ser escuras” (Steven R. Majewski)

Steven R. Majewski

Steven R. Majewski

Há alguns anos atrás os astrônomos sugeriram a existência de gigantescos espaços no Universo compostos de uma matéria que não se pode enxergar, tocar ou cheirar, mas que proporciona a densidade adequada ao Cosmos. Parece uma contradição que algo invisível contenha matéria e que, além disso, dê sentido à arquitetura cósmica. O astrofísico Steven R. Majewski, da Universidade de Virginia (EUA), decidiu posicionar-se no lugar onde se pode ver os fenômenos de forma mais clara e tem feito da observação sua principal ferramenta para explorar os lugares obscuros que desafiam nosso conhecimento.

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Elétrons energéticos misteriosos podem ser o tão esperado sinal da existência da matéria escura

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ATIC: Advanced Thin Ionization Calorimeter

A matéria escura está se mostrando menos furtiva que o seu nome sugere. Estima-se que sua assinatura foi detectada em um experimento a bordo de um balão que mediu um surpreendente aumento no número de elétrons energéticos provenientes do espaço (raios cósmicos).

 

O balão do experimento ATIC

O balão do experimento ATIC

Os elétrons de alta-energia são encontrados no espaço e são acelerados quando as estrelas explodem como supernovas. Agora um detector a bordo de um balão sobrevoando a Antártica, chamado de “Calorímetro Avançado de Ionização Fina” ou Advanced Thin Ionization Calorimeter (ATIC), detectou 70 elétrons de alta-energia a mais que o nível normal de fundo atribuído as explosões de supernovas.

John Wefel da Universidade Estatal de Louisiana em Baton Rouge, que liderou a pesquisa, disse que existem duas possíveis explicações.

Os elétrons poderiam vir de um objeto astrofísico próximo, situado em até 3.000 anos-luz de distância da Terra. Esta fonte de raios cósmicos poderia ser um objeto exótico próximo como um pulsar, mini-quasar, remanescente de supernova ou um buraco negro de tamanho intermediário. Além disso a equipe vem tentando há quatro anos associar esse sinal a um objeto desse tipo sem nenhum sucesso.

A segunda alternativa apresentada é que os elétrons foram produzidos quando duas partículas de matéria escura se encontram e se aniquilam. Tal hipótese foi reforçada pela observação das energias observadas nos elétrons, que variam entre os 300 e 800 giga-eletronvolts (GeV).

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Júlio Navarro fala sobre a Matéria Escura e sua influência no Universo

“A concordância entre a teoria e a observação é racional” (Júlio Navarro)

Júlio Navarro

Júlio Navarro

Embora o Universo seja composto por galáxias e nós habitamos em uma delas, estamos apenas começando a ler sua história. Contudo, não é fácil reconstruir esse cenário, sobretudo quando a teoria parece revelar a existência de um novo componente invisível: a ‘matéria escura‘.

Buscar o esclarecimento sobre os modelos teóricos existentes e tentar entender a sequência de eventos que originou a evolução galática é justamente o objetivo do astro-físico Júlio Navarro, da Universidade de Victoria (Canadá).

Recentemente Júlio Navarro falou no evento anual de astrofísica XX Canary Islands Winter School of Astrophysics:

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Ken Freeman fala sobre como se detectar a Matéria Escura a partir da análise da rotação das Galáxias

“Nós ‘vemos’ a matéria escura somente através de sua atração gravitacional” (Ken Freeman)

Ken Freeman

Ken Freeman

Ao astrônomo Ken Freeman interessa estudar as forças que governam as galáxias e como as galáxias chegam a agrupar-se em diferentes formas e tamanhos. Mas se há algo que o intriga especialmente, trata-se da ‘matéria escura’. Ken Freeman foi o pioneiro em assinalar a presença da matéria escura ao redor de galáxias como a Via Láctea. Entusiasta da observação do céu a “olho-nú“, ele confessa ser admirador das Nuvens de Magalhães. Ken Freeman, além de ser uma figura ativa na astronomia internacional, é catedrático na Escola de Investigação de Astronomia e Astrofísica do Observatório de Monte Stromlo, na Universidade Nacional da Austrália.

 

 

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A galáxia do rodamoinho sob a lente de Jon Christensen

A galáxia do rodamoinho sob a lente de Jon Christensen

A galáxia do Rodamoinho sob a lente de Jon Christensen

M51: A galáxia do Rodamoinho em visão de campo profundo, por Jon Christensen

Próximo a constelação da Ursa Maior (Big Dipper), além do braço da ‘panela’, siga até a última estrela brilhante deste asterismo. A seguir desvie seu telescópio um pouco para o sudoeste para achar este estonteante par de galáxias em choque, a 51ª entrada no catálogo de Charles Messier.

canesvenatici

A galáxia NGC 5194 ou M51, conhecida popularmente como a Galáxia do Rodamoinho, com sua bem definida estrutura espiral exibe seus braços espirais e trilhas de poeira cósmica em frente de sua galáxia companheira menor (à esquerda), a NGC 5195.

O par de galáxias dista cerca de 31 milhões de anos-luz nas bordas da pequena constelação de Canes Venatici.

Embora a M51 pareça tênue, quase invisível a olho nu, esta exposição de longa duração em campo profundo criada há um mês mostra as facetas desse complexo conjunto de galáxias em dança cósmica.

m51-cosmic-whirlpool

 Fontes e referências:

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M31: mosaico da galáxia de Andrômeda por Robert Gendler

andromeda_por-robert_gendler_smA galáxia de Andrômeda é a galáxia de grande porte mais próxima da nossa Via Láctea. Nossa galáxia é considerada muito parecida com Andrômeda. Juntas a Via Láctea e Andrômeda dominam o Grupo Local de Galáxias. A luz difusa de Andrômeda é gerada por centenas de bilhões de suas estrelas componentes. As diversas estrelas que se destacam envolvendo essa imagem de Andrômeda são de fato estrelas da nossa própria galáxia, que estão bem mais próximas de nós que Andrômeda.

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A pesquisa galáctica 6dFGS monta um novo mapa cósmico e revela estruturas e vazios colossais

montage_6dfgsA maior pesquisa galáctica já realizada até hoje, denominada 6dFGS (Six Degree Field Galaxy Survey), observou concentrações gigantes de matéria e enormes vazios cósmicos. Um desses vazios é tão grande que há uma indefinição sobre as suas origens.

O projeto 6dFGS mapeou o equivalente a 41% de todo o céu,  mais de 80% do céu visível a partir do hemisfério sul, medindo as posições e distâncias de 110.000 galáxias distantes até 2 bilhões de anos-luz da Terra (equivalente ao desvio para o vermelho z=0,15), que irá revelar não apenas a localização das galáxias mas também para onde elas estão se deslocando, quais são suas velocidades relativas e o que está causando seu movimento.

Mapa da pesquisa SDSS

SDSS

Nenhuma pesquisa anterior tinha coberto tamanha fatia do céu. A famosa pesquisa SDSS (Sloan Digital Sky Survey - veja uma imagem do mapa gerado pela SDSS clicando no ícone à esquerda), baseada no céu do hemisfério norte, realizou uma varredura cósmica notável mas restringiu-se a uma região com apenas 23% do céu.

O encerramento do censo cósmico 6dFGS foi anunciado em 3 de abril pelo time liderado pelo Dr. Heath Jones do Anglo-Australian Observatory em Epping, Austrália.

O projeto 6dFGS usou o telescópio de 1,2 metros UK Schmidt na Austrália, que é operado pelo Siding Spring Observatory em New South Wales, Austrália, e a varredura se restringiu aos céus visíveis no hemisfério sul .

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Esforço conjunto: telescópios Fermi e HESS observam um Blazar

NASA/Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab

No coração de uma galáxia ativa, a matéria do disco de acresção cai dentro do buraco negro supermassivo, mas parte desta massa é desviada e cria jatos de partículas que viajam em velocidades relativísticas. Essa imagem represnta uma galáxia ativa classificada como blazar e um do seus jatos de matéria se dirige diretamente até a Terra. Crédito: NASA/Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab

Uma equipe internacional de astrofísicos usando telescópios terrestres e espaciais tem observado surpreendentes alterações na radiação emitida por uma galáxia ativa. O quadro que surge a partir destas primeiras observações simultâneas com telescópios ópticos, de raios-X e de última geração de raios gama é muito mais complexo do que os cientistas esperavam e desafia as atuais teorias de como a radiação das galáxias ativas é gerada.

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Hubble mostra trio de galáxias praticando um jogo de cabo de guerra gravitacional

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Imagem do Hubble: as 3 galáxias - NGC 7173 (no meio, à esquerda), NGC 7174 (no meio, à direita), e NGC 7176 (abaixo, à direita) - brigam entre si, arrastando um número de estrelas para fora de suas galáxias originais. Crédito: NASA, ESA and R. Sharples (University of Durham, U.K.)

Três galáxias estão jogando um jogo de “cabo de guerra” gravitacional que poderá resultar na eventual destruição de uma delas. Uma nova imagem do Hubble mostra esse jogo de puxar e empurrar em ação.

Localizadas cerca de 100 milhões de anos de distância na constelação de Peixes (Piscis Austrinus), a interação galáctica poderá resultar na reformatação das 3 galáxias em duas grandes cidades de estrelas.

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O que está acontencendo no centro da Via Láctea? Hubble e Spitzer ajudam a responder

Mosaico do centro da Via Láctea

Mosaico do centro da Via Láctea em infravermelho

Esta imagem composta do centro da Via Láctea revela uma população de estrelas massivas e detalhes de estruturas complexas no gás ionizado girando em torno do centro (300 anos-luz). Esse panorama é a imagem mais nítida em infravermelho já obtida do núcleo galáctico. Crédito: Hubble, NASA, ESA & D. Q. Wang (U. Mass, Amherst); Spitzer, NASA, JPL & S. Stolovy (SSC/Caltech) {1}

O que está acontecendo no centro da nossa galáxia?

Para ajudar a descobrir os telescópios espaciais orbitais Hubble e Spitzer combinaram seus esforços para inspecionar a região a um nível de detalhe inédito na faixa do espectro da radiação infravermelha. A radiação infravermelha é particularmente muito útil para analisar o centro da Via Láctea uma vez que a luz visível emanada pelos objetos centrais é obscurecida pela poeira cósmica.

A imagem acima é o resultado do agrupamento de mais de 2.000 imagens do NICMOS, equipamento do Hubble Space Telescope, criadas em 2008.

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Surpresa! A Via Láctea é muito mais massiva e gira mais rápido do que pensávamos

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Os cientistas revisaram profundamente a massa da Via Láctea e descobriram que nossa galáxia é 50% mais massiva que se pensava anteriormente.

A Via Láctea não é mais a “irmã-menor” da galáxia Andrômeda, agora concluiu-se que ela está emparelhada com Andrômeda em termos de massa, ou seja, como massa equivalente a 3 trilhões de vezes a massa do Sol.

Além disso, constatou-se que a Via Láctea gira sobre seu centro muito mais rápido.

Vamos ver a seguir como chegaram a essa conclusão…

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Buracos negros errantes vagam pela Via-Láctea

Buracos negros errantes vagam pela Via-Láctea

 

 

David A. Aguilar (CFA)

Esta concepção artística mostra um buraco negro errante vagando perto de um aglomerado globular de estrelas na periferia da Via Láctea. Crédito: David A. Aguilar (CFA)

Parece enredo de um filme de ficção científica: buracos negros errantes na nossa galáxia ameaçam engolir qualquer coisa nas suas proximidades. Mas o fato é que, segundo os novos cálculos de Ryan O’Leary e Avi Loeb (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), centenas desses enormes buracos negros, remanescentes da época da formação das galáxias no início do universo, podem estar vagando pela Via Láctea.

Mas a boa notícia é que a Terra está segura. O mais próximo desses buracos negros errantes deve estar a milhares de anos-luz de distância. Os astrônomos até estão ansiosos para descobri-los, pois eles fornecerão pistas para explicar a formação da Via Láctea.

“Esses buracos negros são relíquias do passado da Via Láctea”, disse Loeb. “Pode se dizer que nós estamos estudando estas relíquias arqueológicas para aprender sobre a história da nossa galáxia, e a história da formação de buracos negros no início do universo.”

Segundo a teoria, os buracos negros errantes originalmente estavam no centro de galáxias anãs de pouca massa. Durante milhares de anos, estas galáxias anãs colidiram umas com as outras para formar grandes galáxias como a Via Láctea.

Cada vez que duas proto-galáxias com buracos negros centrais colidem, os buracos negros se fundem para formar um único buraco negro “relíquia”. Durante a fusão, a emissão direcional de radiação gravitacional causaria um buraco negro de recuo. Um empurrão típico envia o buraco negro suficientemente rápido para que ele escape de sua galáxia anã mãe, mas não o suficiente para que ele deixe completamente a vizinhança galáctica. Como resultado, estes buracos negros ainda estariam presentes nas imediações do limite exterior do halo da Via Láctea.

Centenas de buracos negros errantes devem estar viajando pela periferia da Via Láctea, cada um contendo de 1000 a 100000 massas solares. Seria muito difícil observá-los, dado que os buracos negros por si mesmos só são observados quando estão engolindo, ou expulsando, matéria.

Um sinal revelador poderia indicar um buraco negro errante: um aglomerado de estrelas arrastadas ao redor da galáxia anã de onde o buraco negro escapou. Apenas as estrelas mais próximas do buraco negro haveriam sido arrastadas e por isso o aglomerado seria muito compacto.

Devido ao pequeno tamanho desse aglomerado, ele aparece como uma única estrela no céu, os astrônomos terão que olhar para pistas mais sutis para a sua origem e existência. Por exemplo, o seu espectro irá mostrar que várias estrelas estão presentes, bem como a produção de amplas linhas espectrais. As estrelas do aglomerado teriam que avançar rapidamente, com seus caminhos influenciados pela gravidade do buraco negro.

“As estrelas em torno do aglomerado atua muito como um farol que aponta um recife perigoso”, explicou O’Leary. “Sem essas estrelas brilhando para guiar o nosso caminho, seria impossível encontrar os buracos negros.”

O número de buracos negros errantes na nossa galáxia depende de quantos dos blocos básicos de proto-galáxias continham buracos negros em seus núcleos, bem como se fundiram para formar a Via Láctea. Encontrá-los e estudada-los irá fornecer novas pistas sobre a história de nossa galáxia.

Localizar os aglomerados de estrelas indicadores pode se revelar relativamente simples.

“Até agora, os astrônomos não estavam procurando os aglomerados estelares altamente compactos no halo da Via Láctea”, disse Loeb. “Agora sabemos o que esperar, pois podemos examinar os estudos do céu existentes buscando esta nova classe de objetos”.

O artigo de Loeb e O’Leary será publicado na revista  Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e está disponível online em http://arxiv.org/abs/0809.4262.

Fontes e referências:

Scientific American: Do hundreds of black holes dot the Milky Way? por John Matson

Universe Today: Rogue Black Holes May Wander the Galaxy por Nancy Atkinson

Centauri Dreams: Black Holes Wandering the Galaxy?

David A. Aguilar, Christine Pulliam, Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (http://www.cfa.harvard.edu/news/2009/pr200912.html)

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Qual é a situação atual do Sol? Como o Sol é monitorado?

Qual é a situação atual do Sol? Como o Sol é monitorado?

 

Nas imagens deste post você poderá ver as últimas imagens atualizadas do Sol a partir dos diversos observatórios que monitoram o comportamento da nossa estrela.

A imagem abaixo é fornecida pelo instrumento Michelson Doppler Imager (MDI) que é o aparelho que produz a maior quantidade de informações pelo observatório espacial SOHO.

 

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

Mais imagens atualizadas a seguir…

 

SOHO MDI - Manchas Solares

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) Manchas solares - Stanford University (clique na imagem para ver a                      versão em alta resolução)

Imagens em ultra-violeta pelo SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) usando o telescópio EIT

O Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) é um instrumento do observatório espacial SOHO spacecraft usado para obter imagens em alta resolução da corona solar no espectro ultravioleta.

O EIT é sensível a  luz em quatro diferentes  comprimentos de onda: 17,1, 19,5, 28,4,e 30,4 nanômetros, que correspondem a luz produzida pelo ferro altamente ionizado (XI)/(X), (XII), (XV), e pelo Hélio (II), respectivamente.

Os comprimentos de onda observados pelo EIT são de grande interesse para os astrofísicos especializados no Sol pois estes são emitidos pela super-aquecida  corona solar e não pela fotosfera solar, relativamente mais fria em relação a corona. Essas imagens revelam estruturas da corona solar visualmente obscurecidas pelo intenso brilho do Sol.

As imagens do Sol são atualizadas diversas vezes ao longo do dia e ficam disponíveis para quaisquer pessoas interessadas. As imagens são usadas para os estudos de longa duração do comportamento do Sol, para análises detalhadas das características e para a previsão do clima espacial em tempo real pelo NOAA Space Weather Prediction Center.

 

 

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe IX, X 171 Å - NASA Goddard Space Flight Center

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe IX, X 171 Å - NASA Goddard Space Flight Center (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe XII 195 Å - NASA Goddard Space Flight Center

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe XII 195 Å - NASA Goddard Space Flight Center (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

 

 SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe XV 284 Å (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe XV 284 Å (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field He II 304 Å - NASA Goddard Space Flight Center (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field He II 304 Å - NASA Goddard Space Flight Center (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

Imagens do observatório espacial de raios-X Hinode

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